PENSAMENTO SINNAPSE

"É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo expondo-se a derrota; do que formar fila com os pobres de espírito, que nem gozam muito nem sofrem muito."

domingo, 3 de junho de 2012

PERIOPERATÓRIO - TERMINOLOGIA CIRÚRGICA

A terminologia técnica comumente adotada pelos profissionais da área de saúde, é constituída em sua maior parte de palavras formadas pela composição de elementos gregos e latinos.

FORMAÇÃO DE PALAVRAS

Analisando a disposição dos elementos e seu significado, teremos  a designação dos diversos tipos de intervenções cirúrgicas.

Vejamos por exemplo a palavra laringoscopia.



Como é possível verificar, o primeiro elemento de composição da palavra se refere a um órgão, aparelho ou parte do corpo humano, e o segundo elemento da composição diz respeito a técnica ou procedimento executado, à ação praticada ou patológica.

Vejamos alguns elementos de origem greco-latina comumente empregados em enfermagem cirúrgica e seus significados.

1º ELEMENTO DA COMPOSIÇÃO
SIGNIFICADO
1º ELEMENTO DA COMPOSIÇÃO
SIGNIFICADO
ADENO
GLÂNDULA
LAPARO
CAV. ABDOMINAL
ANGIO
VASO
LARINGO
LARINGE
ARTRO
ARTROSCOPIA
NEFRO
RIM
CISTO
BEXIGA
NEURO
NERVO
COLECISTO
VESÍCULA
OFTALMO
OLHO
COLO
COLON
OOFORO
OVÁRIO
COLPO
VAGINA
ORQUI
TESTÍCULOS
ENTERO
INTESTINO
OSTEO
OSSO
FLEBO
VEIA
OTO
OUVIDO
GASTRO
ESTÔMAGO
PROCTO
RETO
HEPATO
FÍGADO
RINO
NARIZ
HÍSTERO
ÚTERO
SALPINGO
TROMPA
TRAQUEO
TRAQUÉIA





2º ELEMENTO DA COMPOSIÇÃO
SIGNIFICADO
ECTOMIA
REMOÇÃO PARCIAL OU TOTAL
PEXIA
FIXAÇÃO DE UM ÓRGÃO
PLASTIA
RECONSTITUIÇÃO/RESTAURAÇÃO
RAFIA
SUTURA
SCOPIA
VER/OBSERVAR
OSTOMIA
ABERTURA DE ÓRGÃOS OCOS
TOMIA
CORTE

Assim temos diversos elementos para composição dos termos, como nos exemplos abaixo:

ECTOMIA – REMOÇÃO
Apendicectomia
Apendice
Cistectomia
Bexiga
Colecistectomia
Vesícula
Colectomia
Cólon
Esplenectomia
Baço
Gastrectomia
Estomago
Hemorroidectomia
Hemorróida
Hepatectomia
Fígado
Histerectomia
Útero
Mastectomia
Mama
Tiroidectomia
Tiróide
PEXIA/FIXAÇÃO
Cistopexia
Bexiga
Histeropexia
Útero
Nefropexia
Rim
Retinopexia
Retina
Orquidopexia
Testículo
PLASTIA/RECONSTITUIÇÃO
Blefaroplastia
Pálpebra
Mamoplastia
Mama
Queiloplastia
Lábio
Rinoplastia
Náriz
RAFIA/SUTURA
Herniorrafia
Hérnia
Tenorrafia
Tendão
SCOPIA/VISUALIZAÇÃO
Artroscopia
Articulação
Broncoscopia
Bronquios
Laringoscopia
Laringe
OSTOMIA/CORTE-ABERTURA
Cistostomia
Bexiga
Colostomia
Cólon
Gastrostomia
Estomago
Jejunostomia
Jejuno
Episotomia
Vulva
Laparotomia
Abdome
Toracotomia
Tórax
Vasectomia
Canal Deferente
Traqueostomia
Traquéia


Existem ainda outros termos ou expressões médicas que, por serem de utilização freqüente e não seguem as regras citadas.


Amputação
Remoção de uma parte do corpo
Anastomose
Conexão entre dois órgãos tubulares, geralmente por sutura
Artrodese
Fixação de articulações
Biópsia
Retirada de tecido para exame
Cauterização
Destruição de tecido por calor, em geral por bisturi elétrico
Curetagem
Raspagem e remoção de conteudo
Deiscência
Separação de bordos previamente suturados
 Fístula
Passagem anormal entre órgãos ou cavidades
Ptose
Queda de órgão

PEROPERATÓRIO - CIRURGIA

Cirurgia é um método de tratamento de doenças, lesões ou deformidades internas ou externas executado através de técnicas geralmente realizadas com auxilio de instrumentos

A partir desse conceito de cirurgia, podemos dizer que enfermagem cirúrgica é aquela que  trata dos cuidados globais de enfermagem prestados nos períodos pré, trans e pós-operatório. Esses cuidados objetivam minimizar os riscos cirúrgicos, dar maior segurança ao paciente e reabilitá-lo para se reintegrar à família e a sociedade o mais rápido possível.



CLASSIFICAÇÃO

As cirurgias podem ser classificadas em função do tempo que decorre desde sua indicação até a execução, em função de sua finalidade e o tipo, que está relacionado à infecção.

CLASSIFICAÇÃO POR TEMPO

CIRURGIA ELETIVA – Aquela que embora necessária, pode ser programada com antecedência para uma determinada data de conveniência do paciente e do cirurgião.

Exemplo: Hernioplastia.

CIRURGIA DE URGÊNCIA – Cirurgia que precisa ser realizada o mais rápido possível, embora permita um preparo pré operatório, capaz de melhorar as condições gerais do paciente. Pode ser realizada dentro de 24 à 30 horas.

Exemplo: Obstrução intestinal

CIRURGIA DE EMERGÊNCIA – É aquela que necessita ser realizada imediatamente, não possibilitando muitas vezes o preparo adequado do paciente. Aplica-se a situações muito graves, quando há risco iminente de morte. Não se pode adiar.

Exemplo: Ferimento perfurante do tórax.


CLASSIFICAÇÃO PELA FINALIDADE

TRATAMENTO PALIATIVO – Utilizada para compensar os distúrbios, para melhoras as condições, aliviar a dor.

Exemplo: Vagotomia (corte do nervo vago que diminui o acido gástrico).

TRATAMENTO RADICAL – Remoção total ou parcial de um órgão.

Exemplo: Nefrectomia (retirada de um dos rins).

TRATAMENTO PLÁSTICO – Tem finalidade estética ou corretiva.

Exemplo: Mamoplastia (aumento ou diminuição das mamas).

TRATAMENTO RECONSTRUTIVO – Tem a finalidade de reconstruir o tecido lesado ou restabelecer a sua capacidade funcional.

Exemplo: Reconstrução da valva aórtica.

TRATAMENTO DIAGNÓSTICO – É a exploração de um determinado órgão para confirmação de um diagnóstico.

Exemplo: Biopsia de próstata.

TRATAMENTO TRANSPLANTE – Tem por finalidade substituir órgãos não funcionantes.

Exemplo: Transplantes de rim, córnea, coração e outros.



CLASSIFICAÇÃO POR POTENCIAL DE CONTAMINAÇÃO

CIRURGIAS LIMPAS: Realizadas em tecidos estéreis ou passiveis de descontaminação, na ausência de processo infeccioso ou inflamatório local, cirurgias eletiva não traumáticas, fechamento por primeira intenção, sem penetração no trato respiratório, digestório e genitourinário, sem falha técnica e sem drenos.

Exemplo: Herniorrafia, safenectomia, mamoplastia.

CIRURGIAS POTENCIALMENTE CONTAMINADAS: Realizada em tecidos colonizados por flora microbiana residente pouco numerosa ou em tecidos de difícil descontaminação, abertura do trato respiratório, digestório ou  genitourinário, sob condiçõe controladas, sem contaminação significativa.

Exemplo: Gastrectomia, colecistectomia, prostatectomia.

CIRURGIAS CONTAMINADAS: Realizadas em tecidos colonizados por flora bacteriana abundante, cuja descontaminação é difícil, incisão na presenção de inflamação não purulenta aguda, quebra grosseira de técnica asséptica, trauma penetrante a menos de quatro horas, feridas abertas cronicamente.

Exemplo: Amidalectomia, colectomia, apendicectomia.

CIRURGIAS INFECTADAS: Realizadas em quaisquer tecidos ou órgãos quando há presença de secreção purulenta, área necrótica ou corpo estranho, perfuração de vícera, trauma penetrante há mais de quatro horas, ferida traumática com tecido desvitalizado ou contaminação fecal.

Exemplo: Cirurgias de reto e ânus com fezes ou pus, ceco perfurado, apendicectomia supurada, debridamento em escaras.












quarta-feira, 24 de março de 2010

SISTEMA DIGESTÓRIO


A função do trato alimentar é fornecer ao organismo suprimento continuo de água, eletrólitos e nutrientes para obtenção de energia para que o corpo seja capaz de desempenhar suas funções vitais e excretar os resíduos deste processo.
O alimento, ao ser ingerido, é submetido a uma série de processos mecânicos, como a mastigação, a deglutição e os movimentos peristálticos, além de processos químicos, como a salivação, quimificação e a quilificação. Tais processos transformarão o alimento em substâncias possíveis de serem assimiladas pelo nosso organismo. Nutrindo-o


FISIOLOGIA DA DIGESTÃO
Os alimentos, introduzidos na boca, são cortados (incisivos), mastigados rasgados e moídos (molares) pelos dentes.
A língua, órgão muscular recoberto de papilas gustativas, responsáveis pela sensação de sabor que são quatro principais: azedo, salgado, doce, amargo.
Possuimos entre 3000 e 10.000 papilas gustativas que ficam localizadas em sobre a língua e cada grupo delas responde a um dos principais sabores, e ficam localizadas da na língua da seguinte maneira.
- Sensação de doce e salgado, ponta da língua;
- Sensação de azedo, laterais da língua;
- Sensação de amargo, região posterior e região do palato mole.
A língua também participa da mastigação, ajudando a misturar os alimentos e a saliva para umedecê-los e lubrificá-los.
Além de participar mecânicamente da mastigação, a saliva participa quimicamente, pois possui em sua constituição a amilase ou ptialina, enzima responsável pela quebra das moléculas de amido (presente em pães, massas, batata, etc). A saliva é produzida por três pares de glândulas salivares: as parótidas, as sub mandibulares e as sublinguais. A saliva também protege a saúde bucal, protegendo e a faringe de microorganismos, destruindo-os.
Após a mastigação, os alimentos são convertidos numa massa pastosa denominada bolo alimentar, que a língua empurra para a faringe iniciando o processo de deglutição. Esse processo é regido pelo sistema nervoso e, a partir daí, a progressão do bolo alimentar, por meio do tubo digestório será controlada por uma série de atos reflexos, independente da nossa vontade.
A faringe é um conduto que serve ao sistema digestório e respiratório, comunicando-se com a boca e as cavidades nasais, permitindo a passagem do bolo alimentar de um lado e de outro a passagem de ar para a respiração.
Após passar pela faringe, o bolo alimentar chega ao esôfago e por contrações ritmcas, os movimentos peristálticos e empurra o bolo alimentar em direção ao estômago.
O estômago é uma porção dilatada do tubo digestório, que atua mecânicamente e quimicamente sobre o bolo alimentar> Sua porção inicial liga-se ao esôfago e denomina-se cárdia enquanto a outra extremidade chama-se piloro que controla a passagem do alimento para o intestino delgado. O estômago possui quatro camadas, sendo a parte mucosa a mais interior, nela existe glândulas gástricas que produzem secreções lubrificante e o suco gástrico, composto de água, ácido clorídrico e enzimas, e sua produção é iniciada quando o alimento está sendo mastigado.
O alimento permanece no estômago de uma a cinco horas, dependendo de sua natureza. A musculatura gástrica realiza contrações peristálticas que facilitam a mistura do bolo alimentar com o suco gástrico. Nesta etapa do processo, forma-se uma massa denominada quimo.
O quimo é empurrado para o intestino, que é dividido em duas partes, delgado e grosso com um total aproximado de até 9 metros, sendo que por volta de 7 metros correspondem ao intestino delgado.
A porção inicial do intestino delgado denomina-se duodeno, a porção média jejuno e a porção terminal, que se comunica com o intestino grosso, é o íleo.
O intestino delgado é formado por túnicas, como o estômago e na sua mucosa encontra-se glândulas secretoras de substancias importantes para a digestão dos alimentos. Além disso, possui grande quantidade de dobras, denominadas vilosidades, que aumentam a superfície de absorção de nutrientes. Também possui uma grande quantidade de capilares sanguineos responsáveis pelo transporte das substancias nutritivas que são levadas para o organismo todo.
Além do suco gástrico, o quimo sofre ação do suco pancreático, composto de tripsina, amilase e lípase secretado pelo pâncreas, que também produz insulina que é secretada no sangue, responsável pelo controle da glicemia e também da bile secretada pela vesícula biliar.
O fígado, outra glândula anexa do aparelho digestório, é a glândula de maior volume do corpo, localizado abaixo do diafragma e tem em sua parte inferior a vesícula biliar, onde se concentra a bile, que é produzida pelo fígado continuamente e tem a função de decompor a gordura em partículas de fácil absorção, e é secretado através do colédoco. O fígado é o órgão responsável de neutraliza a maior parte das substâncias tóxicas que nosso corpo produz ou ingere.
O suco intestinal, o suco pancreático e a bile atua sobre o quimo para transformá-lo em quilo, que percorre o jejuno e o íleo, nos quais os nutriente vão sendo absorvidos e assimilados, chegando a parte final do tubo digestório, o intestino grosso.
Apesar da digestão ser completada no intestino delgado, o intestino delgado, o intestino grosso é primordial para a reabsorção de água e sais minerais. O ceco é primeira parte do intestino grosso, e possui, bem no limite com o intestino delgado uma porção chamada apêndice. O ceco também possui uma válvula que regula a passagem de matéria sólidas, liquidas e gasosas, impedindo-as de retornar chamada válvula íleo cecal.
O intestino grosso divide-se em três partes que se denomina colo ascendente, colo transverso e colo descendente. Em cada uma das regiões do intestino grosso o resíduo vai sofrendo absorção de água, sendo que no colo ascendente os resíduos estão líquidos, no inicio do colo transverso semi pastoso, no final do transverso pastoso e no colo descendente os resíduos estão sólidos.
Com a água e sais minerais reabsorvidos no intestino grosso, forma-se o bolo fecal, que fica armazenada no reto, até sua eliminação pelo orifício anal, sendo sua coloração devida aos sais biliares.

ALIMENTOS
- CARBOIDRATOS – São os açucares que são encontrados em três fontes principais, sacarose, encontrado na cana de açúcar, lactose no leite e amidos, encontrado em quase todos os alimentos não animais, particularmente os cereais.
- PROTEINAS – Encontradas em alguns vegetais como a soja e em alimentos de origem animal.
- GORDURAS – Também conhecidas como triglicerídeos, encontrado nos alimentos de origem animal e em grau menor em alguns alimentos vegetais.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

SISTEMA TEGUMENTAR

SISTEMA TEGUMENTAR

A pele é um dos maiores órgão do corpo humano, sendo a camada de tecido que possibilita a interação do nosso organismo com o meio externo.
A pele tem como funções:
A – Proteção das estruturas internas, impedindo a agressão dos órgãos e tecidos por agentes físicos (radiações, agentes mecânicos, frio e calor) e agentes biológicos (bactérias, vírus e fungos).

B – Manutenção da homeostase (harmonia e normalidade das funções fisiológicas).
As glândulas sudoríparas regulam a temperatura e o equilibrio hidroeletrolitico, por meio das suas secreções, que contem água e eletrólitos.
A impermeabilidade da pele impede a saída de água do organismo.

C – Percepção
Na pele estão instalados receptores neurais para a percepção do meio externo (tato, pressão, calor, frio e dor).
Através da pele é possível também identificar distúrbios no funcionamento do organismo. Esses distúrbios podem ser localizados, como os observados na resposta inflamatória (calor, vermelhidão, infiltração); ou sistêmicos, como os observados na palidez cutânea (na anemia) e na icterícia (doença hepática).

As camadas da pele

A pele possui duas camadas principais:

Epiderme: Constituída predominantemente por células dispostas em camadas, sendo a camada externa da pele.
Nesta camada estão também os melanócitos, responsáveis pela secreção de melanina, que é o principal protetor do organismo contra radiações solares e é a substância que da coloração à pele.
Nela também se encontram as células responsáveis pelo tato e células que fazem parte do sistema imunológico.
As células desta região tem um ciclo de vida de cerca de 15 à 20 dias.

Derme: Composta de fibras de sustentação de colágeno e elásticas e nela estão vasos sanguineos, linfáticos e filetes nervosos que servem a epiderme e a seus anexos.
Ao redor dos vasos sanguineos dérmicos, encontram-se alguns elementos de defesa da pele que são:
- Linfócitos;
- Mastócitos;
- Macrófagos perivasculares;
- Outras células perivasculares com função semelhante à dos macrófagos.



Anexos cutâneos

Na derme, encontramos os anexos cutâneos que são:

Folículo piloso
É constituído por um canal no qual o pelo é produzido e conduzido ao exterior. Conectadas ao folículo piloso, estão conectadas dois outros anexos cutâneos que são a glândula sebácea e a glândula sudorípara do tipo apócrino.

Glândula sebácea
Responsável pela secreção de gorduras, em geral associada a hormônios como a testosterona que provoca a acne na adolescência.

Glândulas sudoríparas
Situada mais interiormente que a glândula sebácea, é responsável pela secreção de suor para controle da temperatura corpórea.
Em condições normais, essa perda de liquido pela pele fica em torno de 100 ml/dia, e em condições extremas pode variar de 1 a 2 l/hora, podendo causar rápida depleção de líquidos.