PENSAMENTO SINNAPSE

"É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo expondo-se a derrota; do que formar fila com os pobres de espírito, que nem gozam muito nem sofrem muito."

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

SISTEMA TEGUMENTAR

SISTEMA TEGUMENTAR

A pele é um dos maiores órgão do corpo humano, sendo a camada de tecido que possibilita a interação do nosso organismo com o meio externo.
A pele tem como funções:
A – Proteção das estruturas internas, impedindo a agressão dos órgãos e tecidos por agentes físicos (radiações, agentes mecânicos, frio e calor) e agentes biológicos (bactérias, vírus e fungos).

B – Manutenção da homeostase (harmonia e normalidade das funções fisiológicas).
As glândulas sudoríparas regulam a temperatura e o equilibrio hidroeletrolitico, por meio das suas secreções, que contem água e eletrólitos.
A impermeabilidade da pele impede a saída de água do organismo.

C – Percepção
Na pele estão instalados receptores neurais para a percepção do meio externo (tato, pressão, calor, frio e dor).
Através da pele é possível também identificar distúrbios no funcionamento do organismo. Esses distúrbios podem ser localizados, como os observados na resposta inflamatória (calor, vermelhidão, infiltração); ou sistêmicos, como os observados na palidez cutânea (na anemia) e na icterícia (doença hepática).

As camadas da pele

A pele possui duas camadas principais:

Epiderme: Constituída predominantemente por células dispostas em camadas, sendo a camada externa da pele.
Nesta camada estão também os melanócitos, responsáveis pela secreção de melanina, que é o principal protetor do organismo contra radiações solares e é a substância que da coloração à pele.
Nela também se encontram as células responsáveis pelo tato e células que fazem parte do sistema imunológico.
As células desta região tem um ciclo de vida de cerca de 15 à 20 dias.

Derme: Composta de fibras de sustentação de colágeno e elásticas e nela estão vasos sanguineos, linfáticos e filetes nervosos que servem a epiderme e a seus anexos.
Ao redor dos vasos sanguineos dérmicos, encontram-se alguns elementos de defesa da pele que são:
- Linfócitos;
- Mastócitos;
- Macrófagos perivasculares;
- Outras células perivasculares com função semelhante à dos macrófagos.



Anexos cutâneos

Na derme, encontramos os anexos cutâneos que são:

Folículo piloso
É constituído por um canal no qual o pelo é produzido e conduzido ao exterior. Conectadas ao folículo piloso, estão conectadas dois outros anexos cutâneos que são a glândula sebácea e a glândula sudorípara do tipo apócrino.

Glândula sebácea
Responsável pela secreção de gorduras, em geral associada a hormônios como a testosterona que provoca a acne na adolescência.

Glândulas sudoríparas
Situada mais interiormente que a glândula sebácea, é responsável pela secreção de suor para controle da temperatura corpórea.
Em condições normais, essa perda de liquido pela pele fica em torno de 100 ml/dia, e em condições extremas pode variar de 1 a 2 l/hora, podendo causar rápida depleção de líquidos.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

SISTEMA DOS ÓRGÃOS DOS SENTIDOS

SISTEMA ENDÓCRINO

SISTEMA LINFÁTICO

SISTEMA NERVOSO

SISTEMA NERVOSO O sistema nervoso existe para coordenar, dirigir e regular as funções de nosso organismo de maneira harmoniosa, mantendo-o íntegro e homeostase. É por meio dele, também, que os órgãos dos sentidos conseguem estabelecer o contato do ambiente exterior com o interior com o nosso corpo.
A troca de informações entre nossos órgãos é totalmente feito por uma rede nervosa. Todos os estímulos, internos e externos, são recebidos por estruturas especializadas, chamadas receptores.
As mensagens, transmitidas pelo nosso circuito de neurônios (células nervosas), são interpretadas e devidamente respondidas. Os efetores, que podem ser músculos ou glândulas, incumbem-se, então, de realizar o ato motor ou secretor como resposta ao estimulo recebido.
O tecido nervoso é formado por dois tipos de células: Os neurônios responsáveis pela condução dos impulsos nervosos e destituídos de capacidade regenerativa ou de divisão;
E as células da glia, que rodeiam os neurônios, dando-lhes sustentação, e mantendo a unidade do tecido.
Embora possam variar de forma e tamanho, os neurônios possuem, em geral, um corpo celular ou soma e o axônio.
Do corpo celular saem inúmeros prolongamentos que se ramificam como galhos de uma árvore, denominados dendritos.
O axônio também é um prolongamento do soma, entretanto é mais longo e pode encontrar-se envolvido de uma bainha de mielina que age como isolante.
Cada axônio é uma fibra nervosa e é responsável pela transmissão das informações ou impulsos nervosos que se propagam com rapidez, sempre no sentido:
Dendritos – corpo celular – axônio.
A transmissão dos impulsos nervosos é feita por meio dos neurônios dispostos a um bem próximo um do outro, porém com um pequeno espaço entre eles, denominado sinapse. Para que não haja interrupção no envio do estimulo, no final dos axônios há substancias condutoras, os neurotransmissores, que são lançados na sinapse, permitindo, assim, a passagem do impulso.
Habitualmente, fibras nervosas se agrupam em feixes revestidos por tecido conjuntivo, formando os nervos. Os nervos distribuem-se pelo corpo inteiro estabelecendo a comunicação entre o Sistema Nervoso Central (SNC), os órgãos, os tecidos ou células, e os efetores (músculos ou glândulas).
Os nervos que apenas enviam os estímulos ao sistema nervoso são chamados sensitivos ou aferentes. Outros, que transmitem estímulos dos centros nervosos aos efetores são denominados motores ou eferentes. Existem, ainda, os nervos mistos, nos quais encontramos os dois tipos de fibras e que, portanto, transmitem impulsos sensitivos e motores.
Quando observamos o sistema nervoso, distinguimos duas substancias:
Cinzenta, composta predominantemente pelos corpos celulares dos neurônios, e branca, constituída pelos axônios.
O sistema nervoso é um complexo circuito interligado e, para facilitar sua compreensão, comumente é subdividido em Sistema Nervoso Central, Sistema Nervoso Periférico, e Sistema Nervoso Autônomo.
Sistema Nervoso Central controla todas as informações interpretando-as e enviando as respostas. Ele é constituído pelo encéfalo e pela medula espinal, que formam o neuroeixo ou eixo cérebro – espinal de nosso corpo.O encéfalo e a medula espinal são órgãos muito frágeis e, portanto, devidamente protegidos por um conjunto de ossos (o crânio e as vértebras) e ainda por membranas que impedem o atrito e o deslocamento desses órgãos.As membranas que revestem SNC são as meninges: A dura-máter, que fica em contato com os ossos do crânio e das vértebras; a aracnóide, camada intermediaria; e, a pia-máter que está em contato direto com os órgãos do sistema nervoso. Além da sua função protetora, as meninges irrigam por meio de seus vasos sanguíneos, os órgãos do sistema nervoso, nutrindo-os. Entre a aracnóide e a pia-máter circula um liquido cristalino, chamado liquor ou líquido cefalorraquidiano. Esse líquido, além de dar certa sustentação aos órgãos do SNC, também ajuda a protegê-los de eventuais choques mecânicos (batidas).
Ao conjunto de órgãos que fica na caixa craniana denominamos encéfalo e é a parte mais volumosa do sistema nervoso. O encéfalo é constituído pelo cérebro, cerebelo, ponte e bulbo.
Com o cérebro, interpretamos o meio externo (graças aos estímulos capitados e enviados pelos órgãos dos sentidos) e enviamos as respostas motoras. Ele é responsável pela inteligência, atos conscientes e sensibilidade. O cérebro ocupa a caixa craniana e quase sua totalidade e, no homem adulto, pesa em média 1300g. Ele é subdividido medianamente em dois hemisférios cerebrais por um sulco profundo, denominado fissura longitudinal do cérebro. A superfície dos hemisférios cerebrais apresenta uma série de giros.
Na região externa (cortical) do cérebro encontramos a substância cinzenta e no interior, a substancia branca. Isso se explica se imaginarmos o cérebro como um ramalhete de neurônios com os corpos celulares na superfície (cinza) e os axônios no interior (branco).
O cérebro é um dos pontos centrais do nosso organismo, porém, muitos de seus processos ainda não são bem conhecidos. Sabemos que o córtex é responsável pelo desenvolvimento de um conjunto de características racionais, enquanto o diencéfalo (camada interna, branca) controla o sono, a atividade geral, a fome, a sede, a temperatura corporal, acém dos instintos básicos necessários à sobrevivência, como o medo, o prazer, a tranqüilidade, a agressividade, etc.
Os cientistas conseguiram detectar algumas áreas do cérebro em que os estímulos são processados. Existem também, áreas que associam diferentes sensações, denominadas regiões integrativas. Caso alguma dessas áreas seja danificada, os sentidos ou atividades por ela controlados não mais são efetuados, ocorrendo alterações no comportamento e nas atitudes do individuo. Isso explica por que, em alguns acidentes, as pessoas perdem determinadas funções cerebrais e não outras.
Embora algumas áreas responsáveis por determinadas atividades ou funções já tenham sido localizadas, ainda não há informações suficientes que expliquem a memória, a inteligência ou suas emoções.
Na parte posterior do cérebro encontramos o cerebelo, que corresponde a aproximadamente 10% do volume do encéfalo. O cerebelo, também apresenta dois hemisférios e projeções (folhas) em sua superfície, além de substancia branca interna e cinzenta externa, porém as semelhanças com o cérebro cessam aí. O cerebelo coordena harmonicamente os movimentos musculares voluntários. De certo modo o cérebro decide qual movimento faremos e o cerebelo controla a maneira precisa como temos de realizá-lo.
Pessoas com lesão no cerebelo não conseguem, por exemplo, carregar um copo de água sem derramá-lo; andar sem cambalear; ou enfiar uma linha no buraco de uma agulha. Mesmo quando dormimos, os músculos encontram-se num estado de semicontração, a que denominamos tônus muscular e, o cerebelo é o responsável pelo tônus. O equilíbrio é outra atividade exercida pelo cerebelo que, interligado ao labirinto (orelha interna), regula essa função.
A ponte está localizada abaixo do cérebro, à frente do cerebelo e acima do bulbo. Sua função é servir de passagem aos estímulos que vão ao cérebro.
Entre o cérebro e a medula espinal temos o bulbo, uma região dilatada, em que se reúnem fibras procedentes da medula e do encéfalo. Contrariamente ao cérebro e ao cerebelo, no bulbo possuímos substancia branca externa e a cinzenta internamente. O bulbo constitui um dos segmentos mais importantes do neuroeixo, pois, juntamente com a medula, controla os batimentos cardíacos, a pressão sanguínea e o ritmo respiratório; uma pancada muito forte nessa região pode até causar a morte, pois paralisaria o coração e a respiração. Quando dormimos o bulbo controla e confere as principais atividades vitais e diminui a atividade cerebral, fazendo o inverso quando acordamos.
A medula espinal é um cordão nervoso alongado. É uma extensão do encéfalo e situa-se na região que vai da base do crânio, em que fica o bulbo, e termina num filamento inserido na base do cóccix. A medula localiza-se dentro da coluna vertebral e também é revestida pelas meninges. Assim como no bulbo na medula espinal a substancia branca dispõe-se externamente e a cinzenta, internamente. Da região cervical da medula emergem os nervos que se dirigem aos membros superiores e, da região lombar, os nervos se dirigem aos membros inferiores. A função básica da medula é a condução de estímulos ao encéfalo (via sensitiva) e as respostas do encéfalo (via motora), para isso conta com 31 pares de nervos espinais mistos, ou seja, formados por fibras sensitivas e motoras.
Além de conduzir os estímulos nervosos, a medula pode funcionar como centro nervoso, processando ela mesma a resposta. É o que observamos, por exemplo, com os reflexos. Eles são os atos involuntários, que ocorrem sem a participação do encéfalo, a partir da própria medula. Ao pisarmos algo pontiagudo (caco de vidro, prego), imediatamente recolhemos e contraímos recolhemos e contraímos o pé. O estimulo foi recebido por receptores por receptores do pé, transmitindo pelos nervos sensitivos (aferentes) até a coluna e La mesmo, na medula foi elaborada a resposta. A resposta é então enviada por um nervo motor (eferente) ocorrendo o recolhimento do pé. Esse trajeto do impulso nervoso, denomina-se arco reflexo.

Sistema Nervoso Periférico Para que o SNC (sistema nervoso central) controle e coordene nossas atividades, recebendo e enviando as mensagens, possuímos um circuito de nervos altamente complexo e eficiente que atinge todos os órgãos e células do nosso organismo. Essa rede nervosa é o Sistema Nervoso Periférico (SNP)
O SNP é constituído de 12 pares de nervos cranianos que se originam no encéfalo e 31 pares de nervos espinais localizados dentro do canal vertebral e que saem pelos forames intervertebrais. Esses nervos situam-se aos pares, pois um deles transporta o estimulo (nervo sensitivo) e outro a resposta (nervo motor). Dentre os nervos cranianos possuímos também nervos mistos, que possuem funções de sensitivo e motor ao mesmo tempo.
Os nervos se ramificam e graças à sua extensão, podem interligar-se a quase todas as células do corpo, integrando-as. Assim, dificilmente uma célula não está próxima de uma ramificação nervosa, enviando ou recebendo estímulos continuamente. Desta maneira o SNP coloca o individuo em contato com o seu meio, recolhendo as sensações do ambiente e conduzindo os estímulos SNC, que se incumbe de fazer as interpretações e enviar as respostas.
Essa “divisão de trabalho” ajuda a atividade de controle e coordenação do sistema nervoso sobre o nosso organismo, mas devemos lembrar que as glândulas (formadoras do sistema glandular ou endócrino) auxiliam nesse trabalho básico, e os órgãos dos sentidos (cavidades nasais, pele, língua, olhos e orelhas) permitem que captemos os estímulos externos.
Sistema nervoso autônomo
As atividades dos sistemas digestores, respiratório, circulatório e excretor são reguladas por um conjunto de nervos independentes de nossa vontade, chamados de Sistema Nervoso Autônomo (SNA). Esses nervos diferem do sistema cérebro-espinal pela existência de uma estação ganglionar no trajeto das vias nervosas, situadas fora do SNC e com função própria. O centro regulador de sua atividade reside na região hipotalâmica.
Para coordenar adequadamente as nossas atividades vegetativas, o SNA subdivide-se em duas unidades bem diferenciadas anatômicas e fisiologicamente: o Sistema Nervoso Simpático e o Parassimpático, ambos ligados ao SNC suas ações são antagônicas (contrárias), de modo que, quando um estimula uma atividade, o outro a inibe, estabelecendo assim, o outro a inibe, estabelecendo assim, o equilíbrio das funções internas do organismo.
No Sistema Nervoso Simpático, os gânglios (aglomerados de corpos células que atuam fora do SNC) localizam-se ao lado da coluna vertebral e comunicam-se por meio de fibras aos nervos espinais, relacionando o Simpático com o SNC. No parassimpático, as fibras partem do encéfalo e da região sacral da medula e os gânglios estão próximos aos órgãos sobre os quais agem.
O funcionamento antagônico do sistema nervoso simpático e parassimpático assemelha-se à idéia do acelerador e do breque de um automóvel. Se houvesse apenas acelerador, o carro acabaria destruído, pois só aumentaria sua velocidade e o desastre seria inevitável. Se possuísse apenas o breque, não sairia do lugar.
Um carro com acelerador e breque pode ter seus movimentos controlados, com utilização ora um, ora de outro mecanismo. O mesmo ocorre com o simpático e o Parassimpático, certos órgãos que são estimulados de alguma forma pelo Simpático (dilatação da pupila, aceleração do coração, diminuição dos movimentos peristálticos, inibição da contração da bexiga), mantendo assim, o controle e o funcionamento harmônico das atividades e órgãos.

O Sistema nervoso simpático e a atividade física
Durante o exercício, o metabolismo muscular aumenta, exercendo o efeito de dilatar os vasos sanguíneos dos músculos, porém, ao mesmo tempo o sistema simpático fica intensamente ativado, produzindo a contração dos vasos sanguíneos na maior parte do corpo. A vasodilatação local, nos músculos, permite o fluxo sanguíneo sem impedimento, enquanto a vaso contrição, nos outros leitos vasculares, exceto no coração e no cérebro, diminui quase todos os outros fluxos sanguíneos regionais. Dessa forma no exercício, o sistema nervoso simpático favorece o desvio de grandes quantidades de sangue que fluem pelos vasos dos músculos em atividade.




SISTEMA REPRODUTOR FEMININO

Aparelho reprodutor feminino

Assim como no sexo masculino, no feminino há as gônadas, denominadas ovários. Os dois ovários estão localizados na parte inferior do abdome, um de cada lado. São corpos amendoados e possuem milhares de formações chamadas folículos ovarianos.Cada folículo contém, em seu interior, um óvulo cercado por células folículares que se modificam após a ovulação, formando um órgão secretor de hormônio, o corpo lúteo. Depois de duas semanas de vida secretora, caso não se inicie a gravidez, o corpo lúteo degenera e posteriormente, dentro de poucas semanas, é reabsorvido.
Quando uma criança do sexo feminino nasce, ela possui cerca de
300.000 óvulos imaturos em seus ovários, porém entre 400 e 500 de ovulos serão utilizados durante a vida adulta. No período do nascimento á puberdade, o estado desses óvulos permanece praticamente inalterado.Na
puberdade, a hipófise inicia a secreção dos hormônios gonadotróficos, que promovem o crescimento dos folículos ovarianos, culminando na liberação de um óvulo a cada mês (ovulação), durante todo o período fértil da mulher. Os ovários costumam alternar-se durante a ovulação, ora um ora outro desenvolve seus folículos.
Durante a maturação do folículo ovariano ocorre à produção do hormônio estrogênio, responsável pelo desenvolvimento dos órgãos sexuais e das características sexuais secundárias. O hormônio progesterona também é produzido durante a ovulação e estimula o espessamento da mucosa que forra o útero (endométrio) na qual, se houver a fecundação, o embrião irá se fixar.
Com a maturação do folículo ovariano, o óvulo é expulso (ovulação), percorrendo a tuba uterina. A mulher possui duas tubas, ductos finos que servem de caminho para os óvulos, ligando cada ovário ao útero. Circundando os ovários, nas extremidades das tubas, há múltiplos filamentos longos, chamados fímbrias. As fímbrias, bem como o interior das tubas, são revestidas com cílios que sempre se movem na direção do útero e, portanto, “empurram“ o óvulo até o útero.
Geralmente, é na porção inicial da tuba que ocorre a fecundação (união do óvulo com o espermatozóide). Se num prazo de 8 a 24 horas após a liberação do óvulo pelo ovário não ocorrer a fecundação, o óvulo morre. Entretanto, havendo a fecundação, o ovo começa a se multiplicar enquanto ainda está na tuba, indo se fixar no útero, no qual se desenvolverá e crescerá o feto.
O útero é um órgão muscular e elástico, situado entre o intestino grosso e a bexiga, tem o formato de pêra e o tamanho aproximado de um punho adulto fechado. Durante a gravidez ele chega a se distender mais de mil vezes, retornando ao seu tamanho inicial algum tempo depois do parto. A porção inferior (colo do útero) comunica-se com a vagina. Por ocasião do parto, o colo do útero dilata-se em movimentos rítmicos, permitindo a passagem da criança.
A vagina é um canal muscular,elástico, que liga o útero ao exterior do corpo e está localizada entre uretra e o reto. Serve de canal para a eliminação do fluxo menstrual e durante o processo normal do parto é o canal pelo qual passa a criança. Durante a relação sexual é o órgão em que o pênis penetra. Próximo á sua abertura para o exterior, a vagina possui uma membrana denominada hímen, que costumeiramente se rompe por ocasião da primeira relação sexual, podendo ou não ocorrer um pequeno sangramento nesse momento.
Internamente, a vagina é forrada por uma mucosa secretora, cuja a função é mantê-la lubrificada, facilitando assim o ato sexual. Quando a mulher se prepara para o relacionamento sexual, ocorre intumescimento da genitália externa e do canal vaginal, devido ao afluxo de sangue ao local. Gradualmente, a excitação vai aumentando e, durante o ato sexual, a mulher pode atingir o máximo de sua estimulação, chegando ao orgasmo.
A genitália externa feminina, comumente chamada da vulva, é a abertura vertical da parte inferior do abdome e apresenta duas dobras de pele, denominadas lábios maiores e menores. Além disso, apresenta uma região extremamente sensível e erétil, o clitóris. Os lábios maiores encontram-se em volta da abertura vaginal sob os pêlos (monte do púbis) e internamente, apresentam tecido mucoso. Os lábios menores também são dobras externas á região vaginal que revestem e protegem a porção anterior da vagina e possuem glândulas mucosas e sebáceas.






O clitóris está localizado na parte superior da vulva, um pouco antes da abertura da vagina e está relacionado ás sensações de excitamento sexual. Seu corpo apresenta formação semelhante ao pênis, sendo em sua maior parte constituindo por tecido erétil, o que faz com que o clitóris fique ereto durante a excitação sexual, do mesmo modo como o pênis. A extremidade do clitóris é bastante sensível (como a glande do pênis), em parte por conter concentração extremamente elevada de receptores sensoriais.
O Ciclo menstrual

A puberdade é o inicio da vida reprodutiva e, na maioria das jovens, entre os 11 e 16 anos. È a esse tempo que a jovem começa a apresentar ciclos mensais da secreção de hormônios sexuais, culminando na menstruação.
A primeira menstruação denomina-se menarca e, a partir daí, estabelece-se um ciclo ovulatório ou menstrual, que costuma ter, em média, 28 dias, sendo interrompido durante a gravidez. Em certas mulheres podem ocorrer ciclos de 22 a 35 dias, também considerados normais. Entre 40 e 50 anos, a atividade ovulatória cessa, é a menopausa, que acontece porque os ovários, após cerca de 30 anos de atividade, não possuem folículos suficientes que produzam estrógeno e progesterona. Logo após surgem variações hormonais e o organismo se reequilibra. A partir desse momento, a atividade reprodutora cessa, porém, a atividade sexual não finda e a mulher pode relacionar-se sem risco de concepção.
O ciclo sexual feminino mensal é causado pela secreção alternamente dos hormônios gonadotróficos (foliculoestimulante e luteinizante) pela glândula hipófise, e de estrogênio e progesterona pelos ovários. No início do ciclo mensal, a hipófise começa a secretar quantidades crescentes do hormônio foliculoestimulante, juntamente com quantidades menores de hormônio luteinizante, a ação conjunta desses dois hormônios faz com que vários folículos comecem a crescer nos ovários, e produzam uma secreção considerável de estrogênio. Acredita-se que, então, o estrogênio iniba a secreção dos hormônios foliculoestimulante (FSH) e luteinizante (LH) fazendo com que em torno do 10°dia do ciclo, suas secreções fiquem muito reduzidas. O estrogênio age também sobre o revestimento interno do útero (endométrio), fazendo com que comece a se espessar e a se revestir de substâncias, cuja função é nutrir inicialmente o embrião, que eventualmente vier a surgir.
A hipófise, então, recomeça a secretar grandes quantidades dos dois hormônios gonadotróficos, mas, especialmente o hormônio luteinizante. Esse aumento na secreção do hormônio luteinizante também é considerado como resultante da ação do estrogênio, e provoca a etapa final extremamente rápida do desenvolvimento de um folículo, fazendo com que ocorra sua ruptura e a ovulação. Com a ovulação, o óvulo maduro passa á tuba e se direciona para o útero. O período médio de vida do óvulo é de 48 horas. Os dois dias anteriores e os dois posteriores á ovulação são os de maior fertilidade.
O processo de ovulação, ocorrendo aproximadamente no 14°dia do ciclo de 28 dias, leva ao desenvolvimento do corpo lúteo, que secretar grandes quantidades de progesterona, enquanto continua a secretar quantidades consideráveis de estrogênio. A progesterona também prepara o útero para uma eventual gravidez, promovendo um maior espessamento do endométrio; a secreção de um liquido nutriente pelas glândulas endometriais, que pode ser usado pelo óvulo fecundando entes de sua implantação; o acúmulo de substâncias gordurosas e de glicogênio nas células endometriais; e, o aumento do fluxo sangüíneo para o endométrio.
O estrogênio e a progesterona secretados pelo corpo lúteo inibem a hipófise mais uma vez e diminuem de modo acentuado a secreção dos hormônios foliculoestimulante e luteinizante. Na ausência da ação estimuladora desses hormônios e não havendo fecundação, o corpo lúteo involui, de modo que a secreção tanto do estrogênio como da progesterona, fica muito reduzida. Nesse momento, então, a musculatura do endométrio inicia suas contrações e o endométrio desprende-se. A eliminação do endométrio é acompanhada por um sangramento, e o conjunto é denominado fluxo menstrual, que sai pela vagina.
A esse tempo, livre da inibição do estrogênio e da progesterona, a hipófise começa novamente a secretar grandes quantidades de hormônio foliculoestimulante, o que inicia o ciclo do mês seguinte. Esse processo continua durante toda a vida reprodutiva da mulher.
Caso tenha ocorrido a fecundação, a progesterona continua sendo produzida pela placenta, fazendo com que a parede do útero fique espessa até o final da grávidez. Isso explica por que a maioria das mulheres grávidaz não menstruam.

A fecundação e a gestação

A fecundação é a união do espermatozóide com o óvulo e ocorre, geralmente, na primeira porção de tuba uterina, pois as condições existentes nessa região são extremamente favoráveis. Após ter sido expelido pelo ovário, o óvulo permanece viável por um período de 8 a 24 horas, enquanto os espermatozóides conseguem sobreviver no aparelho genital feminino, nas condições usuais, por cerca de 24 a 48 horas. Assim, quando o relacionamento sexual ocorre em períodos próximos á ovulação, possibilidade de ocorrer à fecundação é muito maior.
Apesar de chegarem ás tubas milhares de espermatozóides, apenas um irá fecundar o óvulo. Imediatamente após a fecundação, forma-se ao redor do zigoto uma membrana que impede a penetração de qualquer espermatozóide.
O momento mais importante da fecundação é a união dos núcleos feminino e masculino. A partir desse momento a célula – ovo começa a dividir-se e forma-se o embrião. O ovo segue seu caminho pelas tubas e entre o 4° e 5°dia chega ao útero, fixando-se a uma região de endométrio. Esse processo denomina-se nidação.
Após a fixação do embrião, um conjunto de membranas o reveste e o protege. No interior das membranas forma-se um líquido denominado líquido amniótico, cuja função é proteger o embrião.
Aproximadamente 12 semanas após a fecundação, a placenta, com seu tecido ricamente vascularizado, já terá se desenvolvido até uma fase suficiente para prover a nutrição fetal. È por meio do cordão umbilical, ligado á placenta, que o embrião recebe substancias nutritivas e elimina resíduos, pois o cordão umbilical contém duas grandes artérias umbilicais e uma calibrosa veia umbilical. Porém, o sangue do feto e da mãe não entram em contato; as substâncias passam de um local ao outro pelas paredes bem finas dos vasos capilares.
Cerca de dezoito dias após a fecundação, um conjunto de células, que futuramente formará o coração, começa a pulsar. Ao fim do 2°mês, o embrião já tem os membros e a grande maioria de seus órgãos. Após 8 ou 9 semanas, o embrião já terminou de formar seus órgãos, passando á fase de feto. Embora o feto já possua todos os órgãos, estes ainda serão desenvolvidos.
Todo o processo, desde a fecundação até o nascimento, denomina-se gravidez ou gestação e costuma levar cerca de 280 dias ou 9 meses. Após completar esse desenvolvimento normal, inicia-se o processo de parto. A musculatura uterina começa se contrair ritmicamente, diminuindo lentamente o intervalo entre as contrações. Começa a ocorrer à dilatação do colo uterino e do canal do parto (vagina). A bolsa rompe-se liberando o liquido amniótico.



Após a expulsão, o médico corta o cordão umbilical do feto que, a partir desse momento, adquire vida independente, começando a respirar por meio dos próprios pulmões. Geralmente, o peso médio do recém-nascido é de 3.200 g e seu comprimento é de 50 cm. Depois do nascimento, a placenta e as membranas fetais também são expulsas, e nas seis semanas seguintes, o útero vai gradativamente voltando ao normal.



Lactação

Logo após o nascimento, inicia-se a secreção de um líquido chamado colostro, que contém quase essencialmente a mesma concentração de proteínas e de lactose que o leite, mas não contém praticamente nenhuma gordura, e sua intensidade máxima de produção é de cerca de um centésimo da intensidade de secreção subseqüência de leite. Entre o 2° e o 4° dia após o parto, as glândulas mamárias, sob efeito do hormônio prolactina, iniciam a produção de leite.
A prolactina é secretada pela adeno-hipófise e sua concentração no sangue aumenta de forma contínua e progressiva, a partir da 5° semana de gravidez até o nascimento do feto. Durante a gravidez, a ausência de lactação é causada pelos efeitos supressivos da progesterona e do estrogênio secretados em grandes quantidades enquanto a placenta estiver no útero. Esses dois hormônios atuam também sobre o desenvolvimento físico das mamas durante a gravidez. Entretanto, imediatamente após o nascimento do feto, a perda súbita da secreção de estrogênio e de progesterona pela placenta permite, agora, que o efeito lactogênico da prolactina materna assuma seu papel natural, e, dentro de dois a quatro dias , as mamas começam a secretar quantidades copiosas, em lugar de colostro.
A expulsão ou ejeção do leite ocorre sob efeito de outro hormônio, a ocitocina, secretada pela neuro-hipófise. Quando o bebê suga o mamilo, em geral, não obtém leite nos primeiros segundos. Então, o leite aparece nos ductos das duas mamas, pois a secção provoca sinais neuro-sensoriais que vão estimular a hipófise. A ocitocina secreta cai no sangue e é levada até as mamas, ai atua sobre as células que circundam os alvéolos, em que fica coletando o leite, fazendo-os contrair e expelir o leite para seios e canais galactóforos, que vão desaguar nos mamilos.
A amamentação materna (aleitamento) é fundamental para o desenvolvimento da criança, sendo muito eficiente que o aleitamento artificial. Além disso, por meio do leite materno, a criança recebe da mãe substâncias imunizadoras contra várias doenças.

SISTEMA REPRODUTOR MASCULINO

APARELHO REPRODUTOR MASCULINO

As duas glândulas sexuais (gônadas) masculinas são os testículos, corpos glandulares ovalados que possuem no seu interior, enovelados, os túbulos seminíferos, responsáveis pela produção dos espermatozóides – gametas masculinos. Entre os túbulos seminíferos, existem células que reproduzem o hormônio masculinizante, a testosterona. Além da produção de espermatozóides e do desenvolvimento, do aparelho reprodutor , é a testosterona que determina as características sexuais secundárias, como a modificação do timbre da voz, o surgimento de pêlos no corpo e o desenvolvimento da musculatura torácica. O hormônio testosterona é reproduzido sob o controle da hipófise e, na puberdade, sua produção aumenta. Depois de sua produção nos túbulos seminíferos, os espermatozóides passam aos epidídimos em que são armazenados e adquirem mobilidade. Cada epidídimo localiza-se atrás e acima de cada testículo e é formado por longos túbulos enovelados entre si mesmos.
Os testículos e epidídimos ficam abrigados no escroto, localizado fora da cavidade abdominal, pois a temperatura vital ótima dos espermatozóides é inferior á temperatura corporal. O escroto é uma bolsa de pele áspera e escura estando, em parte coberta de pêlos, internamente, subdivide-se em dois compartimentos, cada um contendo e protegendo um testículo.
De cada epidídimo parte um ducto deferente , que penetra no abdome, conduzindo os espermatozóides, e desemboca no ducto ejaculatório, no qual recebe as secreções da vesícula seminal e da próstata. A vesícula seminal, localizada na cavidade abdominal, elabora uma substância gelatinosa, de cor amarelada, que confere ao sêmen uma aparência viscosa. A próstata possui o formato de uma noz e também situa-se na cavidade abdominal, suas secreções têm a aparência de um líquido leitoso, que contém espermina, com odor característico. Ao conjunto das células sexuais mais as secreções da vesícula seminal e da próstata, cuja função é nutrir e proteger os espermatozóides, denominamos sêmen ou esperma.
No momento da ejaculação, o sêmen é expelido pelo pênis, a genitália masculina. O pênis é um órgão tubular alongado, elástico e extensível. Na sua extremidade livre, ele possui uma região muito sensível, a glande, que geralmente é coberta por uma pele retrátil denominada prepúcio.
Internamente, o pênis possui um tecido esponjoso que apresenta inúmeras cavidades denominadas corpos cavernosos. Em certas situações (excitamento sexual) , o sangue aflui nessas cavidades preenchendo-as, distendendo o pênis e causando sua ereção. A ereção é fundamental para que ocorra a fecundação, pois propicia a rigidez e a elasticidade necessárias à introdução no órgão feminino e à ejaculação do sêmen. Os fatores que estimulam a ereção do pênis não são apenas físicos, mas também psicológicos.
A uretra é um canal localizado no interior do pênis e que conduz tanto os espermatozóides como a urina. Porém, nunca os dois saem ao mesmo tempo, devido à existência de um anel muscular que atua como uma válvula, impedindo a saída de um deles enquanto o outro utiliza esse caminho.
Durante o orgasmo masculino, quase sempre ocorre a ejaculação, quando são liberados de 1 a 6 cm de esperma, que possui diversas substâncias para nutrir e manter íntegros os espermatozóides.
O espermatozóide é o gameta masculino. Seu formato é filamentoso, seu núcleo localiza-se na extremidade mais dilatada e é nele que se encontram os cromossomos com as informações responsáveis pelas características hereditárias paternas. A outra extremidade é a cauda, que permite o deslocamento rápido do gameta.
Cerca de 200 a 300 milhões de espermatozóides são eliminados na ejaculação. No início da puberdade (entre os 13 e 16 anos , aproximadamente), os testículos começam a produzir espermatozóides por influência da hipófise . Há uma produção contínua e os espermatozóides que se formam primeiro são eliminados . Geralmente, isso ocorre durante o sono e é comum os rapazes acordarem com os seus pijamas úmidos, nesse período. É o que chamamos polução noturna, e é indicação de que os órgãos genitais estão iniciando uma atividade normal e atingindo a maturação adequada, eliminando o excesso de sêmen.